Há alguns anos, a Organização Mundial da Saúde fez uma afirmação muito importante: as artes são recursos valiosos para expressar conceitos e emoções, mobilizar os sentidos e estimular a empatia. Para chegar a essa conclusão, a entidade analisou mais de estudos e constatou que o envolvimento com a arte pode prevenir problemas de saúde, promover bem-estar e auxiliar no tratamento de doenças. Resumindo: o que muitas vezes encaramos como lazer é, na verdade, uma ferramenta potente de cuidado emocional.
A música é um dos exemplos. Pesquisas mostram que ouvir melodias reduz os níveis de cortisol, atenua respostas de ansiedade e promove uma sensação de bem-estar. Não importa o estilo: o importante é que o cérebro responde a isso.
O relatório da OMS cita que cantar melhora a atenção, a memória episódica e a função executiva.
Quando falamos de artes visuais, como desenho, pintura, escultura, os efeitos são igualmente interessantes. Uma meta-análise publicada em 2024 indicou que a arteterapia visual melhora sintomas de ansiedade, depressão e até mesmo a autoestima. Terapeutas já utilizam a arte para tratar estresse pós-traumático, justamente porque ela ajuda a processar emoções difíceis de verbalizar. Às vezes, uma cor ou um traço no papel consegue expressar o que as palavras ainda não alcançam.
Outro campo que vem ganhando destaque é o uso da leitura como terapia complementar. A ideia é simples: identificar-se com personagens que enfrentam dilemas parecidos com os nossos pode aliviar a ansiedade e gerar reflexões profundas.
A BBC News Brasil conta que mergulhar em ficções ajuda os leitores a processar emoções, descobrir estratégias de enfrentamento e até reduz a sensação de solidão.
Um estudo recente mostrou que dançar reduz a concentração de cortisol e aumenta a liberação de endorfinas e ocitocina. Já o teatro, especialmente os de improvisação, permite que os participantes vivenciem papéis e situações de forma lúdica, favorecendo a liberdade de expressão.
A ciência está nos mostrando algo que talvez já soubéssemos: a arte é necessária. Resumindo seus benefícios, ela reduz o estresse, favorece a resiliência, melhora a qualidade de vida e nos conecta com quem somos e com outros a nossa volta.